Entendendo a incontinência urinária

Por Uromed | 10/03/26

Afinal, o que é essa doença que atinge homens e mulheres de várias idades? Quais seus sintomas? Quais as causas e como tratá-la? Quem explica é a médica urologista Bárbara Melão, da clínica Uromed Manaus.


Comemorado neste domingo (14), o Dia Mundial da Conscientização sobre a Incontinência Urinária é uma campanha ainda mais necessária nos dias de hoje. Por conta da pandemia, a incontinência urinária foi uma das inúmeras doenças que sofreu um agravamento nos últimos tempos.Estudos recentes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) afirmam que as cirurgias de incontinência urinária caíram 60% no ano passado. Ou seja, mesmo com toda a deterioração que provoca, os pacientes ficaram com medo de procurar tratamento e internação, em função da pandemia. Mas, afinal, o que é a incontinência urinária? Quais seus sintomas? Quais as causas? Quem explica é a médica urologista Bárbara Melão, da clínica Uromed Manaus.


Confira:

O que caracteriza a incontinência urinária?

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. E ela pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres, sendo que o número de casos aumenta com o avançar da idade e é muito mais comum nas mulheres. Estima-se que acima dos sessenta anos, de 30 a 60% dos indivíduos vai apresentar algum grau de incontinência.

Quais são os tipos de incontinência urinária?

Existe a incontinência urinária de esforço, que acontece quando a o indivíduo tosse, espirra, pula, ou seja, quando acontece um aumento da pressão abdominal. E existe também a incontinência urinária de urgência, que é aquela perda relacionada a um desejo miccional muito intenso, que geralmente o paciente não consegue conter. Também há a incontinência mista, que na verdade é uma associação entre esses dois tipos.


Por fim, temos as incontinências iatrogênicas, que são perdas de urina após procedimentos cirúrgicos. Nesses casos, a incontinência é um efeito colateral da cirurgia. Com a evolução desses procedimentos e o avanço das cirurgias robóticas, que estão se tornando cada vez menos invasivas, as incontinências urinárias iatrogênicas são mais raras.

Como podemos diagnosticar a incontinência urinária?

Ela pode ser diagnosticada pela anamnese e pelo exame físico. Existem exames mais acurados, como o próprio estudo urodinâmico, que classifica e dá mais informações sobre o tipo de incontinência do paciente. Isso é algo muito importante naqueles casos em que temos uma falha de resposta ao tratamento.

Como ocorre o tratamento da doença?

Existem orientações gerais de mudança de hábitos que podem ajudar na questão. Como, por exemplo, a perda de peso para pacientes obesos e que possuem comorbidades como diabetes, pressão alta, coronariopatias, insuficiência cardíaca, entre outras.


Mas, na verdade, o tratamento depende basicamente do tipo de incontinência que o paciente tem. A incontinência de urgência, por exemplo, é tratada com medicações. Em casos refratários podemos usar um aplicação de toxina intravesical ou até mesmo dispositivos de regulação da atividade da bexiga. Já a incontinência de esforço é tratada com fisioterapia de assoalho pélvico, com o objetivo de aumentar a resistência uretral, como também pode ser tratada com cirurgia.

Há casos em que é considerado normal a perda urinária?

Sempre é bom lembrar que a perda de urina nunca é normal, em nenhuma situação! Muitas pessoas, inclusive, acham que é normal perder urina durante a gravidez, mas não é normal. Esse tipo de incontinência pode ser tratada e corrigida ainda durante a gestação, o que vai prevenir a ocorrência futura de incontinência nessa paciente.

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